Sonhava com o dia em que chegasse a casa e tivesses deixado em cima da mesa um guardanapo com o meu poema preferido escrito.
Aquelas merdas maricas de quem diz gostar de palavras.
A verdade é que nem num pedaço de rolo de cozinha, nem em papel higiénico. Parece que também não há folhas brancas e os jornais já foram para a reciclagem.
"Parece-me bonito, mas não percebi."
Nem musa, nem poetisa.
Sempre foste muito poupado para desperdiçar papel.
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