Acho que o meu coração deu um solavanco quando o disseste pela primeira vez. O teu, acelerado, como se tivesses acabado de dar uma corrida para fugir da chuva. Lá fora, muitas casas, que deixamos de ver, por instantes, pelos vidros embaciados. Ouvido no peito. O teu. As sensações a confluírem num silêncio. O meu. Há muito mais que sabia que não podia ser outra coisa que não aquilo. Estava cheia de medo. As palavras nunca devem ser só palavras. E não foram. Naquela noite. E nas outras que vieram.
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