Após largos anos de recusa, tirei o coração da caixa. Ele estava numa prateleira alta, onde quase ninguém chegava.
Como ficou vulnerável e mais acessível, decidi pôr-lhe uma etiqueta a dizer "frágil".
Um dia, passaste apressado e não o viste. Então, pisaste-o.
Agora, não há coração. A prateleira está vazia e se mais alguém lá chegar não vai encontrar nada.
Não andes tão distraído, nem tão apressado. Ainda sujas os sapatos outra vez.