2.1.15

Ninho

Já é tarde e tenho medo de te acordar com uma mensagem. Trabalhas amanhã bem cedo. Hoje tive dos melhores primeiros dias de um ano novo e não saí(mos) de casa. Os meus olhos ainda borrados de rímel mal tirado teimam em deitar lágrimas. Elas são felizes. E gratas. Ter-te é indiscritivelmente bom. Desculpa por me falharem os jogos de palavras, os floreados. Desculpa pela ausência de meses. Mas chego, enfim, à conclusão: quanto mais é o amor, mais medo tenho de não o saber escrever. Se não o souber reinventar na escrita, se deixar de lhe saber fazer jus, não fiques triste. No nosso ninho estão as melhores histórias.