Tenho medo de quando deixarmos de fazer sentido. De quando os teus planos, os teus sonhos, o teu futuro fizerem sentido só contigo. De quando a minha infantilidade, a minha inexperiência e a minha ingenuidade já não tiverem encanto. Então, eu vou tirar as tuas fotografias dos meus poemas, desligar o som das nossas músicas, borrar a tinta das cartas com as lágrimas. As mesmas que teimam em inundar-me os olhos e desfazer o rímel que nunca sei pôr nas pestanas nas noites em que adormeço com este medo. Este que eu não sei resolver como resolvo o que tenho do escuro. Não sei qual é a luz que posso deixar acesa.
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