15.8.12

Guião

O telefone que não toca. Um silêncio que não se esgota. O choro preso nas mordidas das bochechas. E o nosso fim. Uma e outra vez. O mesmo filme. Aquele que já aconteceu muito antes de ter sido escrito. Nunca disse que te amo, porque quero acreditar que assim dói menos. Nunca disseste que me amas, porque não acreditas no amor. Lá vem o mesmo filme. O mesmo silêncio. E o telefone que continua sem tocar. Tenho as bochechas em sangue. 

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