22.8.12

Religião

Respiro fundo.
— O que foi?
Estou a adormecer no teu peito e dou por mim a pensar que não me importava de ficar assim para sempre. Rapidamente me lembro de que não acredito em para sempres. Mas, mais uma vez, é o medo disfarçado de descrença. Nunca mais fui à missa aos domingos. Forcei o meu ateísmo no amor.
— Nada.
Mentira. Continuo a dizer a minha oração todas as noites antes de adormecer, excepto quando o faço no teu peito. Nessas noites, sou ateia, tal como tu.
Respiras fundo.

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