16.5.18

Morte

A bala que cravaste no meu peito ficou alojada durante muito tempo num local crítico.
Um dia, deslocou-se. Foi fatal.

O meu amor por ti era mais do que um grande amor. Era desmedido de tal forma que não me cabia no corpo.

Feriste-o.

Obriguei-o a morrer.

Foi a última coisa que me ensinaste: que é possível matar um amor que cheguei a acreditar ter vida eterna.


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