A bala que cravaste no meu peito ficou alojada durante muito tempo num local crítico.
Um dia, deslocou-se. Foi fatal.
O meu amor por ti era mais do que um grande amor. Era desmedido de tal forma que não me cabia no corpo.
Feriste-o.
Obriguei-o a morrer.
Foi a última coisa que me ensinaste: que é possível matar um amor que cheguei a acreditar ter vida eterna.
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