Frida Khalo
Ensinamentos que vieram parar a mim noutras palavras e por outros autores. O que acredito explicar muito do que (não) aconteceu. Talvez insegurança, medo ou até distracção em alguns momentos — assumo (vemos tão melhor à distância) —, mas, na maioria deles, talvez, uma (in)consciência clara de que ainda não tinha chegado o tempo de me demorar. A comparação ao outro (aos outros) é sempre ousada, errada, perigosa. Ao mesmo tempo, tentadora. E devíamos lembrar-nos mais vezes, antes de cairmos nessa tentação de nos compararmos, de que não estamos em contra-relógio, muito menos a preencher a caderneta de cromos. No nosso relógio emocional nem nós mandamos. (Nos outros, trocamos-lhes os ponteiros à vontade, voltamos atrás, adiantamos a hora.) Mas, neste, quando o alarme se faz ouvir... inexplicavelmente nem nos lembramos de carregar no snooze. Levantamo-nos depressa com vontade de apressar a demora.
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